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[+18] Pôsteres

[Aviso: Conto com doses de erotismo e linguagem obscena!]


                Ela tinha pôsteres na parede do quarto. Vários. Chegava a me irritar – aliás, não era a única coisa que me irritava nela. Seu jeito de ser me irritava, na cama me tratava como o único homem do Universo – ou o último, fora dela era como se fosse lixo. Ainda assim, atravessava os mais de 600km que separam São Paulo de Florianópolis só para vê-la. Sabia que ela estaria lá, com seu ar seco e soberbo me esperando na rodoviária – porque minha decisão sempre era tomada de última hora, e a pornografia dos preços das passagens dos preços de avião para um dia seguinte superam todas as que fazíamos ou poderíamos fazer na cama.
                Os pôsteres ela dizia que era da época de menina – como se não fosse mais menina do alto de seus 23 anos. Menina esnobe. Saíamos da rodoviária e íamos direto para o seu apartamento, uma república partilhada com mais 3 meninas, mas que de antemão nos certificávamos que não estariam lá, nos trancávamos no quarto e trepávamos como loucos. Quando nos lembrávamos de comer, pedíamos uma pizza. Praia em Florianópolis? Fui duas vezes, desacompanhado. Conheci-a em São Paulo, trepamos uma vez dentro do bar e tive a infelicidade de pegar seu telefone.
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Vitória de blogueiro contra a censura

Luis Nassif moveu um processo de danos morais contra Gravataí Merengue -- que cito pelo pseudônimo, já que a baixaria de levar as coisas pro lado pessoal é de responsabilidade do próprio Nassif. Tudo surgiu por causa de um blog onde Gravataí revelava o acordo (milionário) do "jornalista de serviço" com o banco do governo, sem garantias reais (e, para os colegas bancários pergunto: quem conseguiria fazer um acordo desse no Banco do Brasil, por exemplo?).
É fato que a carta magna dispõe que "é livre a manifestação de pensamento, vedado o anonimato". Não havia anonimato. Havia, sim um pseudônimo. Isso é comum na blogosfera e, creio eu, permitido pela lei.
A proximidade do PT/Governo com Nassif é mais que evidente. Seu blog, panfletário, enaltece as ações do governo Lula (e Dilma), alternando com postagens musicais que até que me agradam. Seus fóruns de discussão são cheios de puxa-sacos e os comentários críticos são censurados integralmente ou em parte. Seria o "jornalismo de serviço" um jornalismo de "prestação de serviços"? Mais que isso, seria o "jornalismo de serviço" um novo viés do jornalismo onde a parcialidade é obrigatória?
Luis Nassif utilizou-se dos métodos do PT que ficaram famosos tanto como nas eleições, como antes dela. Discorda? Vamos para o pau! Não é admitido pensar diferente (e a tal "liberdade de manifestação do pensamento", verba legis,  que vá pra puta que pariu, já que o governo é deles)! Quando não é possível mandar a polícia bater, tenta fazer injustiça com as próprias mãos através da justiça. E lembremo-nos da Erística de Schopenhauer, se não há argumento verdadeiro para defender, utilize-se do ataque ad hominem para desestablizar o interlocutor. Não deu certo.
A tal ação foi declarada improcedente três vezes, e mesmo assim, os advogados de Nassif interpuseram recurso (vale lembrar que só estou comentando o que é público, já que a publicidade dos atos processuais é dever do judiciário, salvo excessões). Nas três vezes, os magistrados mantiveram a decisão.  E a censura -- travestida de um processo de reparação de danos por "calúnias" -- foi vencida! E olha que através de ameaças já tinham conseguido calar Janaina Leite que, infelizmente, teve que largar essa briga (mas que continua seu blog super legal, o Arrastão).
Isso abre um precedente positivo. Não é sempre que a justiça age em nosso desfavor. Evidencia que a soberania do PT é quase absoluta, mas não chega a todas as instâncias. Gravataí, mesmo que na defensiva, ganhou essa luta. Portanto, é possível lutar.
Minhas idéias não convergem o tempo todo com as do blogueiro em questão. Mas sou a favor da denúncia, da livre manifestação de pensamento, de um governo que não conte meias verdades (ou mentiras) para o povo. Nessa luta, apoio Gravataí.
Vale a pena ler o post do Imprensa Marrom que fala sobre isso (sou suspeito para dizer, acompanho o blog desde sempre). Lá as coisas estão colocadas de forma mais clara (quem sou eu para escrever tal qual um jornalista desse porte). A lição que tiro disso é: ainda há esperança! Nem sempre os mais fortes (ou mais abonados) são os que vencem! Mesmo que a luta seja contra o próprio Governo Federal (e seus representantes e puxa-sacos).
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Sacanagem Institucionalizada

Texto censurado. Aqui na China, o Estado controla todas as informações que podemos divulgar.

 
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