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Autobhan: música boa a preço de Love Story

Bacharel em noite que sou, achei que não fosse viver para ver algumas coisas. O Madame Satã, com seu simpático casarão preto no centro, morreu. Ontem, com ataque de nostalgia, fui ao Hotel Cambridge procurar pelo que restou dessa saudosa época, e acabei caindo dentro do Projeto Autobhan.
Há anos não aparecia. Morava no Copan e a última incursão que fiz no Cambridge deve ter sido há uns 3 ou 4 anos. Fui surpreendido com preços que me fizeram lembrar a época que tinha a Love Story no quintal de casa... Não que a música não fosse boa: tudo o que queria ontem era ouvir um pouco de Smiths, e meu desejo foi realizado. Mas depois de morar em uma cidade mineira onde não existia conta de água (em Ouro Preto, a água é de graça), encontrá-la engarrafada a R$5 me pareceu no mínimo abusivo.
Não me lembrava do restaurante do andar de cima. Lá, a sopa a R$7 foi a única coisa do cardápio que me pareceu razoável. Um tanto bagunçado, mas dava para ouvir perfeitamente a música do andar de baixo. Gostei.
Bizarro mesmo é o banheiro: parece no meio da pista. Para quem gosta de gastar bem e ouvir música retrô, é uma boa pedida. Eu só gosto da música: gastar bem, assalariado que sou, passo adiante.
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Planetek: Estragando uma idéia que é boa

Lembro-me de quando, na primeira agência que trabalhei no banco, apareceu o projeto de um cartão que substituiria os famigerados bilhetinhos de papelão do metrô e integraria toda a malha de transportes da cidade.
O banco perdeu a disputa mas o cartão foi lançado. A partir de 18 de maio de 2004, o bilhete único da Caixa começou a ser distribuído para os paulistanos: podia ser comprado na lotérica, em postos da SPTrans, etc.
A tarifa dos transportes mudou bastante desde então. Hoje, pegar um ônibus em São Paulo custa R$2,30. Em Buenos Aires, cerca de R$0,50. Do nosso metrô para o dos hermanos, a diferença é mais ou menos a mesma na tarifa. Mas existe algo de novo para piorar ainda mais os nossos transportes: a Planetek.
Estes são os responsáveis por aquelas malditas cabininhas instaladas no metrô, que quando podem comportar 8 atendentes no geral só tem um trabalhando. Também são eles que disseram no Estadão todos os dias que "na maioria das estações de Metrô você pode pagar a recarga com cartão de débito" mas, desde Setembro, isso não existe.
Vou continuar com uma série de posts falando sobre a qualidade dos serviços prestados a nós e dos quais nós, usuários de transporte público, estamos reféns.
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Pedinte Pagante

Atualmente, voltei a morar na Zona Norte. Isso aconteceu porque, depois que voltei de Ouro Preto, meu contrato no Copan estava para vencer e, com uma proposta de reajuste que chegava a quase 65% do valor anterior, optei por não renová-lo e começar a procurar um novo lar.
Fiz algumas descobertas interessantes. Descobri, por exemplo, um apartamento de 30m² que custava R$90 mil, na praça Roosevelt. O metro quadrado no centro de São Paulo, este lugar tão seguro, limpo e bem-apessoado que amo está custando quase R$3 mil. Concluí que talvez não fosse uma boa hora de empenhar meu rico dinheirinho em um bem que não se pode mover. Optei então por continuar depositando meu dinheiro na conta bancária de alguém que já investiu outrora e agora está tendo retorno com pessoas que, como eu, precisam de um teto para dormir. Foi aí que descobri que essa não era lá uma tarefa tão fácil.
Alugar um apartamento no centro de São Paulo, por exemplo, é tarefa para investigadores do DEIC. Os corretores facilmente se enquadrariam no artigo 288 de nosso código penal, aquele que fala sobre "associarem-se (...) para o fim de cometer crimes". Visitei cerca de 30 apartamentos, dos quais uns 8 me apeteceram: quando apareci com a documentação requisitada no dia seguinte ou horas depois, apesar da garantia de que eles estavam disponíveis -- e da "caixinha" que alguns me pediram indiretamente para "segurar a chave" -- eles já estavam alugados.
Uma imobiliária reteve a minha documentação durante uma semana e me chamou, questionando o imóvel da fiadora -- minha mãe, por acaso -- dizendo que ele estava alienado. Li a escritura para a simpática atendente -- tão simpática quanto um microônibus boliviano importado do sul do Brasil -- frisando a cláusula que cancelava a alienação dada a quitação do financiamento. Ela então perguntou novamente o CNPJ da empresa onde eu trabalhava, perguntando se era uma empresa conhecida.
Mostrei minha carteira de trabalho e, caso ela não conhecesse a referida empresa, a carteira funcional. Talvez ela conhecesse o logotipo do banco pelo Top of Mind, vai saber. Ela guardou a documentação e ficou de dar resposta em dois dias. Passaram-se sete quando eu voltei ao balcão para perguntar se eu teria que procurar uma imobiliária mais competente. Não voltei para saber a resposta.
Passado mês e meio de procura, me irritei, fiz uma aposta com um amigo e perdi. Entreguei o apartamento no Copan (depois de passar algum tempo pintando e fazendo festas de despedida -- inúmeras) e vim para a Zona Norte, me hospedar na casa da minha mãe enquanto esperava ter paciência de novo para mexer com esses mafiosos ou, quem sabe, esperar o metro quadrado do centro chegar mais próximo de seu valor real.
Há uma semana, comecei a procurar de novo. Hoje fiz três ligações: uma para um apartamento do centro, outras duas para apartamentos aqui da região. Em duas delas falei com a imobiliária, e noutra com o proprietário. Só fui bem atendido quando falei com o dono do apartamento.
Fiquei intrigado... Se os corretores e as imobiliárias nos tratam como pedintes, de onde é que eles recebem suas remunerações? Será que existem pedintes que, menos indignados que eu, paguem por este atendimento animalesco?

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without speedy...

Outrora citei Arnaldo para dizer que dinheiro é um pedaço de papel. Ontem, no Templo Hare Krishna, ainda cheguei a pensar nisso enquanto comia a maravilhosa refeição vegetariana servida gratuitamente por eles todo domingo. Mas sabe que, apesar dos pesares, este pedaço de papel que vejo em grande quantidade quase que diariamente, esses números em uma tela que movimento com um simples "enter" no sisbb, eles tem valor de escambo nesse mundo louco. Em outras palavras: minha dívida de pouco mais de dois salários mínimos com a Telefônica acaba de ser cobrada da pior forma: cortaram meu speedy.
Ora, que me cortem o telefone, mas cortarem o speedy, isso sim me dá a sensação de estar inadimplente! Alguém quer fazer uma doação?
De qualquer forma, moro em um prédio que tem lan house no térreo, por hora, não estou completamente fora do mundo. Só não vou ter saco de atualizar o fotoblog! É uma pena, porque as fotos do ato ficaram muito, muito bouas!
 
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